Com o último capítulo da novela Três Graças indo ao ar nesta sexta-feira (15), muita gente voltou a acompanhar a atriz Regiane Alves, que deu vida à Violeta, mãe da policial Juquinha. Mas o que talvez pouca gente saiba é a curiosa ligação dela com Bady Bassitt.
Os pais da atriz vivem na cidade desde o ano 2000.
A história foi contada há 18 anos pelo jornalista Nelsinho Bertoni, em uma reportagem publicada no jornal Espaço com o título “A filha do metalúrgico vira estrela”.

O exemplar do jornal Espaço usado para a pesquisa (Foto: Eduardo Fálico/Portal da Cidade)
As edições do jornal vêm sendo digitalizadas desde 2025 pela estudante de jornalismo Kaillayne Santana, sob supervisão do jornalista Eduardo Fálico, diretor do Portal da Cidade Bady Bassitt, a partir de exemplares resgatados pelo secretário de Cultura do município, Ronaldo Celeguini.
Por que Bady?
Na reportagem, o pai da atriz, José Monteiro Alves Sobrinho, o “seu Zé”, explicou que a família escolheu morar em Bady por um motivo simples: voltar para perto das raízes do interior depois de décadas vivendo na Grande São Paulo.
Natural de José Bonifácio, ele trabalhou por mais de 30 anos como metalúrgico em Santo André antes de se aposentar e mudar para a região com a esposa, Aparecida de Lima Alves.
Segundo ele, a localização de Bady também pesou na decisão.
A cidade ficava próxima de São José do Rio Preto e do aeroporto utilizado por Regiane, que na época já construía carreira na televisão.
“A Regiane já nos convidou para morar no Rio de Janeiro, mas a gente não quer ser dependente dela. A gente prefere viver com o que tem em mãos”, disse ao jornal em 2008.
Vida simples no interior
Apesar do sucesso da filha na televisão, o casal levava uma rotina tranquila em Bady.
Enquanto dona Maria fazia trabalhos manuais e produzia bonecas de pano – algumas dadas de presente por Regiane a outras atrizes –, seu Zé dizia ter encontrado uma nova “profissão” na cidade.
“Depois que mudei pra cá, passei a trabalhar como contador. Contador de poste de rua”, brincou.
Na entrevista, ele também comentava que a tranquilidade da cidade agradava o casal, apesar das reclamações sobre ruas escuras e do imaginário coletivo de que a filha “ganhava uma fortuna”.
Persistência até a fama
O material também resgata o início da trajetória de Regiane Alves.
Segundo o pai, ela queria inicialmente ser modelo, mas acabou sendo incentivada a estudar atuação após demonstrar talento em comerciais de televisão.
A caminhada até o sucesso, porém, foi marcada por negativas e testes sem resposta.
“Tudo o que ela é hoje, é porque ela é persistente. [...] Quando ela põe uma coisa na cabeça, ela vai atrás e consegue”, afirmou o pai na reportagem.
Na época da entrevista, Regiane já estava no ar em novelas da Globo como Beleza Pura e na reprise de Cabocla. A projeção nacional havia vindo alguns anos antes, com a personagem Dóris, em Mulheres Apaixonadas.
Regiane em Bady
Segundo o relato publicado pelo jornal, a atriz costumava visitar os pais em Bady Bassitt e, quando não estava com novelas em destaque, chegava até a passar despercebida pela cidade usando boné e óculos escuros.
Mesmo assim, de acordo com os pais, sempre atendia fãs com simpatia quando era reconhecida.
Hoje, quase duas décadas depois da entrevista, o resgate do material revela uma curiosa e pouco conhecida conexão entre uma atriz de projeção nacional e Bady Bassitt – cidade escolhida pela família para viver longe do ritmo acelerado dos grandes centros.

Gabriela Medvedovsky e Regiane Alves, respectivamente; elas interpretaram filha e mãe em Três Graças (Foto: Manoella Mello/TV Globo)