ATUALIZAÇÃO
Macaco apreendido em Bady Bassitt deve passar por reabilitação antes de voltar à natureza
Caso registrado após denúncia de comércio ilegal de animais ganha novo desdobramento e destaca o trabalho realizado pelo Zoobotânico de Rio Preto
Publicado em
22/07/2026 às 16:03
Atualizado em
O macaco-prego apreendido pela Polícia Militar Ambiental em uma residência de Bady Bassitt, durante uma fiscalização motivada por uma denúncia de comércio ilegal de animais silvestres pelas redes sociais, deverá passar por um processo de reabilitação antes de uma possível reintrodução à natureza.
O caso foi registrado no início de julho e teve como principal investigada uma empresária do município. Na ocasião, os policiais encontraram o primata mantido em cativeiro e constataram indícios de irregularidades na documentação apresentada, além da ausência do microchip de identificação informado pela responsável.
Conforme noticiado anteriormente pelo Portal da Cidade, a empresária foi autuada por manter um animal da fauna silvestre em cativeiro sem autorização do órgão ambiental competente. Na mesma fiscalização, também foram apreendidas duas cobras exóticas da espécie corn snake (cobra-do-milho), além da instauração de inquérito para apuração dos fatos.

Cobras exóticas encontradas em Bady Bassitt (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)
Agora, uma reportagem exibida pela TV TEM e publicada pelo portal g1 mostra qual é o destino de animais resgatados em operações como a realizada em Bady Bassitt.
Segundo a publicação, os animais silvestres apreendidos pela Polícia Ambiental são encaminhados ao Zoobotânico Municipal de São José do Rio Preto, onde passam por avaliação clínica, atendimento veterinário e um processo de recuperação antes que seja analisada a possibilidade de retorno ao habitat natural.
De acordo com a gestora do Zoobotânico, Camila Sparvoli, a primeira etapa consiste na avaliação do estado nutricional dos animais e na verificação de possíveis lesões. Em seguida, eles recebem os cuidados veterinários necessários. A especialista explica, porém, que nem todos conseguem voltar à natureza.
"Como eles são retirados da natureza, perdem a capacidade de buscar alimentos e de se preservar. Então, acabam não podendo mais ser reinseridos, ficando no Zoo ou sendo transferidos", disse na entrevista concedida à TV TEM.
Ainda segundo a gestora, isso ocorre principalmente com aves que permanecem muito tempo em contato com seres humanos e acabam perdendo seus instintos naturais de sobrevivência.
Mais de 600 animais resgatados em 2026
Ainda conforme o g1, somente neste ano mais de 600 animais silvestres foram resgatados pela Polícia Ambiental na região de São José do Rio Preto. A maioria das apreensões envolve aves mantidas ilegalmente em cativeiro, mas também há registros de mamíferos e répteis vítimas do tráfico de animais.
Fonte: Portal da Cidade Bady Bassitt com informações do g1
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