POLÍCIA AMBIENTAL
Empresária de Bady Bassitt é multada por anunciar macaco-prego nas redes sociais
Investigada com 18 mil seguidores apresentou documentação falsa e afirmou que o animal tinha microchip, segundo a Polícia Ambiental.
Publicado em
09/07/2026 às 08:41
Atualizado em
Três pessoas da mesma família passaram a ser investigadas após uma fiscalização realizada pela Polícia Militar Ambiental, na terça-feira (7), em Bady Bassitt, para apurar uma denúncia de venda ilegal de um macaco-prego pelas redes sociais. Conforme publicou o Diário da Região, a principal investigada é uma empresária e influenciadora digital com cerca de 18 mil seguidores.
Durante a vistoria no imóvel, os policiais encontraram um macaco-prego mantido em cativeiro. Questionada sobre a origem do animal, a mulher apresentou uma nota fiscal e um documento supostamente emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela também informou que o primata possuía um microchip de identificação.
Segundo a Polícia Ambiental, após análise da documentação, foi constatado que o documento apresentado era falso e que o animal não possuía qualquer microchip de identificação.
A empresária foi autuada em R$ 500 por manter em cativeiro um animal da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente. De acordo com a corporação, em razão do elevado grau de domesticação, o macaco permanecerá provisoriamente sob a guarda da investigada até ser encaminhado a uma instituição habilitada para reabilitação e, quando possível, reintrodução à natureza.
Cobras exóticas
Durante a fiscalização, os policiais também localizaram duas serpentes exóticas da espécie corn snake, conhecida como cobra-do-milho, que estariam sem a documentação exigida pelos órgãos ambientais.
Ainda conforme a ocorrência, o filho da empresária, de 19 anos, assumiu ser o proprietário dos animais e foi autuado por introduzir espécimes da fauna exótica no território paulista sem parecer técnico oficial favorável. As serpentes foram apreendidas e encaminhadas ao Zoológico Municipal de São José do Rio Preto.
Anabolizantes e medicamentos
A denúncia também mencionava a suposta comercialização de anabolizantes e medicamentos para emagrecimento.
Segundo a Polícia Ambiental, a empresária afirmou que o anabolizante encontrado na residência era destinado ao próprio uso. Já o marido dela, de 28 anos, declarou ser o proprietário da medicação para emagrecimento, também alegando uso pessoal.
Os três envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Bady Bassitt, onde a ocorrência foi registrada para a instauração de inquérito que irá apurar os possíveis crimes ambientais.
Fonte: Portal da Cidade Bady Bassitt com informações do Diário da Região
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