Bady Bassitt iniciou nesta quarta-feira (22) a vacinação contra a chikungunya para moradores de 18 a 59 anos. A imunização está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município e faz parte da estratégia do Governo de São Paulo para ampliar a proteção contra a doença.
A ação faz parte da ampliação da campanha estadual e segue diretrizes do Ministério da Saúde. O modelo adotado já havia sido testado anteriormente em Mirassol, onde a vacinação começou em fevereiro.
A vacina utilizada foi desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva e recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. O imunizante é aplicado em dose única e, segundo estudos clínicos, apresenta boa resposta imunológica e efeitos adversos, em geral, leves a moderados.
Expansão da estratégia
A introdução da vacina ocorre de forma gradual no país. Na primeira fase, o Ministério da Saúde selecionou municípios com base em critérios como cenário epidemiológico, tamanho da população e capacidade operacional.
Em Mirassol, primeira cidade da região a receber a imunização, mais de 5 mil doses já haviam sido aplicadas até o início desta semana, conforme dados do governo estadual.
Além da aplicação, o Instituto Butantan deve acompanhar os resultados da vacinação nos municípios participantes para avaliar a efetividade do imunizante em condições reais, comparando dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas.
De acordo com as orientações da Anvisa, não devem receber o imunizante:
- Pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas;
- Gestantes;
- Pessoas com alergia a componentes da vacina.
A recomendação é que, em caso de dúvida, o morador procure uma unidade de saúde para avaliação.
Sobre a doença
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika. Os principais sintomas são febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos.
Não há tratamento antiviral específico. O cuidado é baseado em repouso, hidratação e uso de medicamentos para controle dos sintomas.
Dados do estado
Segundo o governo de São Paulo, em 2025 foram registrados 7.952 casos de chikungunya e sete mortes no estado. Já em 2026, até o dia 21 de abril, foram confirmados 616 casos e dois óbitos.
A orientação das autoridades de saúde é que moradores fiquem atentos a sintomas como febre e dores no corpo e procurem atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento.