A Câmara Municipal de Bady Bassitt iniciou na terça-feira (5) as obras de reforma integral do plenário da Casa. O espaço, utilizado há mais de 30 anos, passará por revitalização estrutural com foco em segurança, acessibilidade e adequações exigidas por órgãos de fiscalização.
Segundo a Câmara, relatórios técnicos apontaram problemas nos sistemas hidráulico e elétrico do prédio, além da necessidade de adaptação às normas vigentes de acessibilidade. De acordo com a presidência da Casa, algumas das adequações já haviam sido alvo de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
O investimento total homologado para a execução da obra é de R$ 946.649,17. O serviço será realizado por empresa contratada via processo licitatório. O cronograma oficial prevê prazo de seis meses para conclusão, com possibilidade de prorrogação por até 12 meses.
Em entrevista ao Portal da Cidade, a presidente da Câmara, a vereadora Fabrícia Caldeira (Republicanos), afirmou que a principal motivação da reforma é garantir acessibilidade plena ao espaço.
“A principal motivação é poder tornar a Câmara totalmente acessível, permitindo que qualquer pessoa, em qualquer situação possa estar aqui. Um dia, antes das obras do anexo ficarem prontas, eu vi um cadeirante ser carregado para entrar neste local que é pra ser a casa do povo. Aquilo me marcou profundamente”, afirmou.
A parlamentar também destacou que a ausência de banheiros acessíveis na área do plenário foi apontada recentemente pelo Tribunal de Contas.
“A questão da acessibilidade também já é uma questão apontada pelo Tribunal de Contas, especialmente a ausência de banheiros acessíveis na área do plenário, que recentemente foi apontada”, disse.
Segundo Fabrícia, a proposta é modernizar o espaço sem descaracterizar a história do prédio.
“É importante ressaltar que não queremos de forma alguma que o prédio perca a essência, muita coisa será preservada, afinal aqui tem história, foi a primeira agência bancária da cidade, queremos modernizá-los e torná-lo totalmente acessível”, acrescentou.
A presidente também comentou sobre a gestão financeira do Legislativo e afirmou que parte dos recursos repassados anualmente pela Prefeitura precisa ser utilizada na manutenção da estrutura da Casa.
“Anualmente, a Câmara recebe uma verba da prefeitura para manter a estrutura e os trabalhos de forma geral. Esse valor precisa ser gerido por nós e, a gente já devolveu R$ 1,3 milhão para a Prefeitura, o que pode ser interpretado pelo Tribunal de Contas como má aplicação dos recursos e inclusive gerar apontamentos”, concluiu.
Sessões transferidas
Durante o período de obras, as sessões ordinárias e demais atividades legislativas seguirão normalmente no anexo da Câmara, na Sala de Reunião Vereador Luiz de Brito.
A Câmara informou ainda que as sessões continuam sendo transmitidas ao vivo pelos canais oficiais no YouTube, Facebook e Instagram. Uma televisão também foi instalada no hall do anexo para acompanhamento presencial da população.