A Prefeitura de Bady Bassitt divulgou o balanço orçamentário referente ao primeiro quadrimestre de 2026, com dados das receitas, despesas e investimentos realizados entre janeiro e abril. O relatório foi publicado no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e no Relatório de Gestão Fiscal.
Segundo os números oficiais, o município arrecadou R$ 72,4 milhões no período, enquanto as despesas liquidadas somaram R$ 66,6 milhões, resultando em um superávit orçamentário de aproximadamente R$ 5,7 milhões até abril.
O orçamento inicial previsto para 2026 era de R$ 190 milhões, mas passou para R$ 203,3 milhões após créditos adicionais ao longo do período.
Entre as áreas com maior volume de despesas empenhadas aparecem:
- Administração: R$ 6,6 milhões;
- Saúde: mais de R$ 18,1 milhões;
- Educação: acima de R$ 41,9 milhões previstos para o exercício;
- Assistência Social: cerca de R$ 1,7 milhão empenhado até abril.
Na Saúde, os investimentos ficaram acima do mínimo constitucional exigido. O município aplicou 41,37% das receitas de impostos e transferências em ações e serviços públicos de saúde, percentual muito superior ao mínimo obrigatório de 15%.
Os dados mostram ainda que foram empenhados R$ 18,1 milhões na área da Saúde, com R$ 17,3 milhões liquidados e R$ 15,5 milhões efetivamente pagos até abril.
Na Educação, o relatório aponta arrecadação de R$ 15,6 milhões em impostos municipais no quadrimestre. Entre os principais tributos arrecadados estão:
- IPTU: R$ 6,3 milhões;
- ISS: R$ 4,5 milhões;
- ITBI: R$ 2,6 milhões;
- IRRF: R$ 2 milhões.
Já nas transferências constitucionais, o município recebeu R$ 28,1 milhões, sendo R$ 14,8 milhões provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O Relatório de Gestão Fiscal também mostra que a despesa total com pessoal do Poder Executivo ficou em 42,2% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54%.
A Receita Corrente Líquida do município nos últimos 12 meses foi calculada em R$ 164,5 milhões.
Os relatórios completos estão disponíveis no Diário Oficial do Município e seguem os critérios definidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.