Se você precisou de atendimento no Pronto Atendimento de Bady Bassitt e teve que esperar enquanto alguém que chegou depois foi atendido primeiro, saiba que isso tem um motivo técnico: desde 1º de setembro, o local passou a adotar a chamada classificação de risco, um sistema que prioriza os pacientes com quadros mais graves.
A classificação de risco é um protocolo utilizado para definir a urgência do atendimento médico com base no estado de saúde do paciente – e não na ordem de chegada.
Logo na entrada do Pronto Atendimento, todos os pacientes passam por uma triagem. Nessa etapa, profissionais de saúde avaliam sintomas, sinais vitais e demais informações clínicas.
“O sistema permite identificar os casos mais graves e oferecer um atendimento mais seguro e humano para todos”, afirma a enfermeira técnica responsável pelo serviço, Lilian Kelly.
Isso significa que quem precisa de atendimento imediato é atendido primeiro, mesmo que outros pacientes estejam aguardando há mais tempo.
Ela destaca que a triagem não serve para acelerar ou atrasar atendimentos, mas para garantir que os pacientes mais vulneráveis não fiquem esperando. “É comum as pessoas acharem que foram passadas para trás, mas na verdade é uma forma de evitar que situações graves piorem na sala de espera”, completa.
Com a implantação da classificação de risco, a equipe médica consegue organizar melhor o fluxo de atendimento, evitando sobrecarga e focando nos casos mais críticos.
Segundo o protocolo:
- Casos muito graves (como infartos ou falta de ar aguda) são atendidos imediatamente;
- Casos moderados recebem assistência em tempo reduzido;
- Situações leves, como dores de cabeça sem outros sintomas, podem aguardar mais tempo;
- Esse modelo é utilizado em todo o país e segue diretrizes do Ministério da Saúde.
A triagem classifica os pacientes com base em cores, que ajudam a definir a prioridade:
- Vermelho: emergência – atendimento imediato;
- Amarelo: urgência — risco moderado;
- Verde: casos menos graves;
- Azul: situações sem urgência.
A ordem de chegada só é considerada entre pacientes com a mesma classificação de risco.
A prefeitura afirma que o modelo adotado trouxe melhorias para o serviço público de saúde. Entre os benefícios apontados estão a redução no tempo de espera para casos graves, maior controle do fluxo de pacientes e o atendimento mais equilibrado entre urgência e capacidade da equipe.